My First Winter This Year

Oi gente!

Tudo bem por aí?

Outro dia eu estava falando com uma host family e a Host, de vestidinho todo verão, me falou que estava muito quente lá...25 °C...


Ela me perguntou então se aqui era inverno e eu disse que sim, mas que também era quente. Acho que ela pensou que eu não estava entendendo, porque a informação não podia estar correta! Ela perguntou se no inverno era quente e se no verão era quente, e eu respondendo "YES". Pra evitar problemas eu disse que até no inverno as vezes a gente conseguia ir pra piscina.
Mas gente, eu sou super-hiper-mega-ultra-power-bluster-plus-advanced friorenta.
Na minha cidade o frio é o tal dos 25°C que a Host acha super quente. Quente pra mim é de 35°C pra cima! Frio eu sinto quando venho pra São Paulo...e daí, estando aqui agora, comecei a pensar como lá vai ser infinitamente pior. Porque não basta um inverno por ano, eu vou aproveitar o inverno de cada hemisfério!


Eu vou chegar lá ainda no verão (que pra mim ainda vai parecer inverno), então não estou preocupada com roupa de frio,vou ter tempo pra comprar lá. No geral, as meninas dizem que não adianta levar roupa daqui mesmo, você precisa comprar as tais roupas térmicas de lá. Aqui vende, mas é uma fortuna. Então se você for chegar lá no frio-de-Deus-me-livre, talvez seja melhor comprar alguma coisinha.
Mas apesar do medo de congelar até o pensamento, não vou deixar o medo me congelar! hahahaha Até porque gente, frio a gente passa na rua. Dentro de casa e dos ambientes fechados sempre tem aquecedor! Então é só não fica panguando na rua no meio da nevasca né? rs

Meninas, feriadão chegando e eu estou indo viajar! Talvez eu volte antes, mas provavelmente só segunda! Um ótimo feriado pra vocês! 
Bjooos

The First Skype Call...In English!

Oi meninas!

Quem acompanha o blog sabe que minha primeira conversa via Skype foi com a primeira família que entrou no meu perfil (The First Host Family), mas que foi uma conversa em português, já que eles eram brasileiros. Eu tinha me preparado pra falar em inglês, mas a host começou a falar em português mesmo e assim foi a conversa. Honestamente acho que isso acabou me desconcentrando e me "quebrando as pernas", mas tudo bem rs
Então a primeira conversa por skype que eu tive com uma família foi com a quinta família que apareceu no meu perfil, a família de Boston (The First Hindu Host Family)

Mais do mesmo: eu estava nervosa, morrendo de medo de não entender nada e de falar "My name is Ina, I HAVE 25 years and the book is IN the table'. Sim, aquele sentimento comum de quase toda aspirante a au pair, com exceção das formadas em línguas, ou que já fizeram intercâmbio antes.
Não me preparei muito porque no teste de inglês o fato de eu ter me preparado demais acabou me atrapalhando, porque eu ficava nervosa de não lembrar o que tinha planejado falar.  Meu estudo foi pegar o que eles podiam perguntar, o que eu queria perguntar e escrever isso de diferentes formas.
Usei como guia as perguntas do Manual da Au Pair Prática (http://www.manualdaaupair.com.br/informacoes-gerais/perguntas-para-familia/) . Aliás o site é bem completo sobre todas as etapas do programa, vale a pena conferir SEMPRE.

Gente, não preciso dizer que o principal é ter bom senso, né? Tudo no equilíbrio! Não precisa estar produzida, mas pode estar arrumadinha. Não precisa estar de gola alta, mas um decote também é bem desnecessário né? Não precisa passar batom vermelho, mas não vai aparecer com o lábio todo rachado e descuidado rs

Outra coisa importante é SEJA VOCÊ MESMA. Ai q óbvio né? Mas gente, pensa bem se vale a pena interpretar um papel pra conseguir um match. A família acha que você é a Madre Teresa e você chega lá querendo quebrar tudo,vai dar certo?
A gente tem que entender que tem família pra todo tipo e que parte fundamental de um bom match é a sinceridade, assim ninguém quebra a cara depois. 

Eu entendi praticamente tudo que a host falou, só não entendi umas duas frases porque o skype deu aquela trava-va-vadinha básica. Ela me fez as perguntas básicas: o que eu gosto de fazer, o que faço quando a criança está fazendo algo errado ou desobedece, o que eu quero estudar...e me contou bastante sobre a família deles. Como eu também já tinha conversado com a au pair deles a conversa foi mais fácil também, porque eu sabia exatamente o que eu ainda precisava perguntar.

O que eu posso dizer é que foi mais fácil do que eu pensava e que eu sobrevivi!!!

Agora sua vez! Conta aí como foi ou quais suas expectativas pra quando for a sua vez! =)
Beijo!

My First Problem: Choose The Date

Olá!


Quando a gente começa a realmente planejar a viagem, uma das decisões primordiais é QUANDO. É esse quando que te ajuda a controlar o tempo para fazer tudo o que é preciso.

Comecei a planejar a viagem em setembro, planejando viajar em fevereiro, depois do casamento do meu primo Rodrigo.


Mas eu estava com muito medo de não passar no teste de inglês e resolvi prestar vestibular, já que não queria mais ser advogada nem por uma Cláusula Pétrea (disposições que não podem ser alteradas, como os direitos e garantias individuais).



Prestei o único vestibular público com inscrição aberta naquele momento, a UNESP. Como passei pra segunda fase fiquei pensando e decidi que iria esperar o resultado sair, no final de janeiro. Se eu passasse eu iria fazer um ano, trancar e ser  au pair em 2014; se eu não passasse eu iria então em abril.



Então pausei meu processo e esperei. Não passei! Fiquei na lista, mas não rodou o suficiente. Psicologia noturno não roda tanto. Direito chama mais de 100 da lista. Psico chama 10 rs



Eis que um amigo mais que querido, que fez faculdade comigo, me chama pra ser madrinha do casamento dele. Amigo de todas as horas, de dar apoio, de rezar por mim. Amigo que não está casando pela festa, por aparência, por exigência da família. Ele está casando porque ele acredita no casamento e encontrou uma mulher que também acredita. COMO É QUE EU IA FALAR NÃO? rs Atrasei a viagem pra julho então. 



Daí meu primo Rafael, que é como um irmão pra mim, também marcou casamento, pra julho. rs



Tudo são escolhas. Se você deixar sempre vai ter alguma coisa atrasando sua viagem. Mas todos os meus adiamentos foram conscientes e eu não me arrependo. Para mim esses dois casamentos são importantes, impossíveis de perder. 



Minha viagem é meu sonho e grande parte disso é ter com quem dividir. Não seria justo eu não estar com eles num momento tão importante da vida deles, se eles estão ao meu lado e me apoiando.



Minha data ficou sendo o dia seguinte ao casamento do meu primo, mas como corria o risco do voo ser de manhã e o casamento é a 500km de SP, a CC achou melhor colocar a partir do dia 28 de julho.



Então na hora de decidir escute seu coração e pense no que é importante pra você e para as pessoas que são realmente são importantes pra você. Eu, graças a Deus, consegui encaixar tudo perfeitamente =)



Beijoos!






The First Volunteer Experience

Olá meninas!

Não desistam de mim! Como vocês sabem (ou saberão) esses dias em que a gente fica online são caóticos. Quando não tem família no perfil a gente só sabe atualizar o site; quando tem família no perfil a gente só se dedica a falar com ela. Como eu disse, tem uma família com quem estou conversando bastante e essa semana tivemos problemas, então fui completamente consumida por isso. (Não falo no blog sobre nenhuma família com quem eu ainda estou em contato, então por enquanto ainda não posso falar nada sobre eles)
Vou ver se deixo uns post prontos, assim não corro o risco de ficar tantos dias sem postar. 

Mas vamos ao post de hoje! 
Para se inscrever no programa au pair são necessárias no mínimo 200 horas comprovadas cuidando de crianças, que não podem ser suas parentes.

Eu sempre gostei de criança, então não sei dizer exatamente qual foi minha primeira experiência.
Como referências eu entreguei uma com as minhas vizinhas e uma em uma escola.

Decidi fazer trabalho voluntário em uma escola porque eu queria ver como funcionava trabalhar com crianças que eu não conhecia, se eu me sairia tão bem quanto geralmente me saio com crianças que eu conheço (parentes, vizinhos).

Comecei em outubro do ano passado, em uma escola municipal com crianças de 4 meses a 4 anos. Cada dia eu ficava em uma sala, dessa forma eu conheceria idades diferentes e as necessidades de cada uma delas.
A escola tem uma coordenadora completamente apaixonada pelo trabalho que faz. Tudo na escola tem uma explicação para acontecer daquela forma, um ensinamento por trás. Lá as crianças não usam nada de plástico, já que na casa dela é tudo de vidro. Lá elas seguem uma rotina, porque criança precisa de rotina pra se sentir segura.
No começo eu ficava 8 horas por dia. Depois passei a ficar só nas manhãs e no último mês só no período da tarde. Não vou mentir: É CANSATIVO! No começo eu deitava na cama pra dormir e escutava a voz das crianças. Mas nos dias em que eu não ia eu sentia muuuita falta. No último dia do ano eu chorava falando tchau para as crianças. Maior vexame! rs

Foi lá que eu descobri que a fase dos 2 anos é a minha preferida. Acho que eles são puramente engraçados, são curiosos, aprendem rápido, são encantadores. Dão trabalho, fazem arte, são teimosos. Mas EU GOSTO! 

Esse ano quando fui pegar a referência a diretora e a coordenadora perguntaram "quando você volta?". As horas não contam mais, porque tenho preguiça de atualizar, entreguei mais de 1000 pra CC, e não tive problema em aparecer famílias, então achei desnecessário. 
Sou voluntária MESMO. E vou todo dia de manhã, pra uma sala com 18 crianças (16 usavam fralda, hoje são 14 e estamos progredindo), troco, limpo, ajudo com a comida, arrumo o cabelo, converso, canto, explico, ensino...E APRENDO! Muito! E choro só de pensar no dia que vou falar tchau pra todos eles.

Quando eu era pequena eu tive muita babá, meus pais trabalhavam demais. Então eu sei como é ficar com alguém que não tem a menor aptidão pra isso. Uma vez minha irmã, com 4 anos, estava fazendo birra e a babá deu um tapa nas costas dela que ficou marcado. Meus pais não batiam na gente, achei um absurdo aquela fulana fazer isso. Nesse dia esperei minha mãe no portão. A menina ia embora assim que minha mãe voltava, então contei pra ela. No outro dia ela foi mandada embora.

Ser au pair é um exercício de humildade, então se você não gosta, NÃO VÁ! Vai nadando pelo México, mas não prejudica a vida de alguém que muitas vezes não sabe se defender. 

Se alguém quiser um conselho, aí vai: se coloque a prove com diferentes idades. Assim você descobre a idade com a qual mais se identifica e a chance de dar certo é maior! =)

The First Hindu Host Family

Oi pra você!

Tudo bem? Sumi esses dias porque estou em um processo intenso de conversa com uma família, então eu tenho me dedicado muito à isso( e me consumido, e me enlouquecido...). Além disso, eu prefiro falar sobre as famílias quando elas não estão mais no meu perfil.
Pelas minhas contas já foram 4 host families, certo? 
Então vamos a 5ª família que apareceu no meu perfil!
Eu recebi o email "Cultural Care Host Family Match" no dia 07/05 e no mesmo dia já mandaram email. No email ela falava sobre os meninos (2, 2,5 y e 7m), sobre o quanto eles gostam da au pair brasileira, me passaram o email dela e já pediram pra marcar o skype.
Resumindo o app deles: região de Boston, descendentes de indianos, hindus não radicais, avó morando perto e ajudando muito, menino mais velho vai pra escola, sem carro, quarto com tv e banheiro próprio. 
Após olhar o app já mandei email pra aupair e marcamos um skype. Ela é maravilhosa e falar com ela me deixou bem segura sobre tudo que a família falava no app.
Apesar de serem dois meninos pequenos, essa é a idade que eu mais gosto nas crianças, mesmo sabendo como é trabalhoso.
A falta de carro a au pair disse que era tranquila, porque a casa era muito bem localizada e o transporte público muito bom.
Quando eu conversei com a au pair ela comentou com a host como havia sido. No dia seguinte a host me mandou um email dizendo que estava ansiosa pra falar comigo e que estava contente por eu ter falado com a au pair.
A au pair foi super solicita, respondeu a todos os emails que mandei e me contou que a host havia gostado de saber da nossa conversa e das coisas que ela disse a meu respeito.
Chegou então o dia de conversar com a host family. E eu AMEI a host. Uma graça, super sincera sobre o que espera, disse que mesmo os filhos sendo dela ela mesma se cansa, então que o trabalho era pesado e que ela queria que eu pensasse sobre isso.
A conversa foi ótima, eu entendi tudo o que ela disse e acho que ela me entendeu bem também. No final da conversa ela disse que iria conversar com outras meninas e que talvez a gente conversasse novamente por skype, mas que ela tinha gostado muito de mim. 
Isso tudo aconteceu durante uma semana mais ou menos. Como ela estava falando com outras garotas, eu não estava mais no perfil dela. Então outra família começou a falar comigo. 
Ontem fez uma semana que eu conversei com eles por skype e até agora nem sinal de vida. A au pair me disse que eles vão conversar com outra menina hoje e que até agora não tinham decidido.
Como eu disse, outra família entrou no meu perfil com o email "You have a match", então eu sou a opção principal e confesso que as negociações estão indo muito bem, confesso que estou com esperanças de match. Então está nas mãos de Deus!!! rs
Dessa experiência o que eu posso dizer é que conversar com a au pair foi o que me passou mais segurança. Ainda mais por ela ser brasileira, porque eu tinha certeza que ela estava falando o que eu estava entendendo rs
Então, aguarde cenas do próximo capítulo da minha novela mexicana "Dois caminhos e nenhum destino(ainda)!" aonde vocês descobrirão o que acontecerá com a protagonista Cristina Guadalupe! (para entender: The First Passport: We Never Forget.)


The First Host Family From The Army

Olá meninas e meninas! rs

Nessa fase de falar com famílias eu estava preocupada de não ter títulos pros posts. Mas não é que sempre aparece uma família curiosa no meu perfil? rs
Essa família ficou no meu perfil por 4 dias e também não falou nada. Mas, diferente da segunda família, eles terem feito isso não me deixou aborrecida, mas sim aliviada. Vou explicar o porque.
Primeiro: 4 kids. 1, 2, 3 e 4! Os meninos pareciam todos estar em idade escolar, então dependendo do schedule não teria problemas, mas o schedule não estava disponível. (Aliás tem entrado no meu perfil muita família com o app incompleto =/)
Só constava a mãe no app, como funcionária do exercito. Pesquisando no google descobri que o pai era soldado, já tendo inclusive ido pra guerra. Mas como ele não era mencionado no app já pensei "DEUS, O HOMI MORREU NA GUERRA!" rs Para meu alívio, encontrei o face dele recente atualizado. E com fotos dela! Então acho que ele não estar no app foi só um erro de preenchimento mesmo.
O fato de ambos serem do exercito não me assustou, mas certa preocupação. Eu assisto uma série chamada Army Wives e, apesar de tv ser enganosa, no site da emissora já vi comentário de várias "army wives" reais dizendo que a série é bem fiel ao que elas vivem. Isso significa acordar um dia e saber que seu pai/mãe vai ali pegar um avião pra sabe-Deus-onde-no-meio-de-uma-guerra! E isso é sem dúvida muito difícil pra toda família, mas principalmente para as crianças.
Eles moram num Estado no meio dos EUA, o que não me atraiu. Como eu já disse, não sou "quero-california, quero-ny", mas também não dá pra morar num lugar tão isolado, porque qualquer viagem de fds seria uma fortuna.
Eu não falei com eles e pelo app não deu pra saber aonde eles moram, mas morar dentro de uma base militar também não me atraiu(milhões de regras). E morar fora da base também não me pareceu interessante, porque a cidade é menor do que a base (agradecimentos ao google maps). A au pair teria carro disponível mesmo quando estivesse off, mas dirigir 40 minutos pra chegar a cidade mais próxima não me pareceu legal também.
Mas eu ainda não estava pronta pra desistir deles, porque eles pareciam muito simpáticos. Só que ao mesmo tempo fui desanimando, porque eles não entraram em contato, eu não tinha informações sobre a rotina, nada...e hoje eles deixaram meu perfil e eu fiquei aliviada.
Além de todos esses detalhes, fiquei pensando na vida em si. Estou indo decidida a não me envolver com ninguém, porque eu não vou morar nos EUA pra sempre em hipótese alguma. Mas imagina conhecer um soldado assim:

AÍ COMPLICA, NÉ GENTE? HAHAHAHAHA
Por hoje é só!
Bjo!

The First Disease : Anxiety

Oi Você!

Tudo bem por aí?
Quem é au pair ou está no processo para ser e que conhece bem o significado da palavra ANSIEDADE levanta a mão!!!  \o/ \o/ \o/ \o/



É a ansiedade do teste de inglês, de contar para as pessoas, é de achar sites sobre o assunto, de escolher a agência, de terminar o APP,  a ansiedade pra ficar online, de receber a senha, de receber um email falando de uma familia, de receber o email da família, de falar com a família pelo skype, do match, do visto, das malas, das despedidas, da viagem, do treinamento, de chegar na família, de ser aceita pelas crianças, de sobreviver com seu inglês, de dirigir la, de começar a estudar, de se adaptar, de pensar no frio, de pensar nas viagens, de pensar na saudade, de pensar na volta...Ansiedade até pra ler posts novos nos blogs de outras au pairs!
E não, todas essas ansiedade não aparecem de acordo com a fase do programa em que você está. Eu diria com quase 100% de segurança que quase todas nós começamos a sentir todas elas assim que a primeira aparece.
Eu por exemplo não estava nada ansiosa até ficar online, fiz tudo com muita calma. Mas a partir do momento que eu sabia que estava online, PRONTO! A doença começou! Aquela que te faz atualizar a página mil vezes a cada hora, pra ver se nenhuma família apareceu. Aquela que te faz atualizar o email mil vezes, pra ver se eles entraram em contato. Aquela que te faz enlouquecer quando tem uma família no seu perfil, mas com o único objetivo maléfico de te fazer sofrer por não entrarem em contato. Aquela que ainda que você não tenha família te faça pensar que vai ter o visto negado, perder o avião, ou ser mandada de volta por não lembrar nem o verbo to be. Aquela que te faz virar o facebook e o google do avesso em busca de informações sobre a família, a cidade...
Gente, é um inferno! Honestamente, eu nunca entendi aquilo de "engordar por ansiedade", como assim a pessoa fica ansiosa e come? Até o dia em que eu percebi que não tinha um dia que eu ficava sem um chocolate e que em alguns dias eu comia dois. 
Engordei antes mesmo de ir e já tratei de ir pra academia, porque se continuar assim eu não volto voando, volto nadando com as orcas em busca de calor! 
E agora, encerrando o post, eu devia dar a solução pro problema. É...mas eu não tenho! No meu caso estou baixando as expectativas ao máximo possível. Assim que uma família entra no meu perfil eu ia pesquisar...agora espero alguns email, algum contato efetivo, pra começar a pensar que existe uma chance de eu ir pra tal lugar. 
Outra coisa que tem me ajudado é praticar exercício físico. Sim, eu sei, parece conversa de revista "Boa Forma", mas funciona mesmo pra mim. Eu não gosto de ir, mas me obrigo a ir até quando estou nervosa e realmente percebo que melhora meu humor. 
E você, como tem lidado com a ansiedade? 

Boa semana para nós! Bjo!

Posts do AU PAIR NEURÓTICA sobre ansiedade(super recomendo ler):



The First Career: Lawyer.

Olá alguém!

Hoje eu vou falar um pouco sobre a minha carreira e sobre a minha profissão, pra quem estiver lendo ter a chance de entender um pouco melhor porque eu decidi ser au pair.
Honestamente, eu acho que escolhi Direito por sugestões. Eu tinha uma amiga que queria fazer, todo mundo falava que era uma carreira muito ampla( resposta de 90% dos bixos de Direito) e a pessoa mais bem sucedida da família é formado em Direito.
A grande maioria dos paulistas que sonha em fazer Direito quer estudar no Largo São Francisco, a Faculdade de Direito da USP. No meu caso, eu tava muuuuito de boa. Se tivesse uma vaga lá e alguém falasse "ow, vem aí", ótimo. Mas eu me mataaaaar de estudar pra entrar lá não ia acontecer.
Diante disso, eu passei na UNESP, que tinha um vestibular muito mais o meu perfil, cobrando muito mais aquilo que era minha área. 
O campus da UNESP que tem Direito é o de Franca. É uma cidade média, aonde a gente podia viver bem a nossa vidinha unespiana. A faculdade é bem pequena (só quatro cursos) e a gente vivia tudo aquilo muito intensamente e muito só entre nós também.
O curso de Direito é lindo, um ideal maravilhoso, tudo mundo vai mudar o mundo. Só que essa amplitude do direito significa que vão ter áreas que você não vai se identificar nem um pouco. 
Como minhas matérias mudavam a cada ano, eu ia superando.
Sinceramente, o que eu gostava era Direito Penal. Mas eu sou alguém sensível demais pra ficar todo dia trabalhando com gente matando gente. Isso acabaria comigo. Eu via o caso Nardoni na TV  e chorava. E que  mané "todo mundo é inocente até que se prove o contrário", eu queria mais que o casal morresse lenta e dolorosamente, queimando no inferno. Esse é o pensamento que um estudante de direito não deve ter, nós devemos defender a JUSTIÇA.
Ah que lindo! A JUSTIÇA! Enche a boca pra falar! E daí você começa a conhecer o meio e descobre que a Justiça depende de tanta gente pra funcionar, que desanima. Primeiro, nem sempre seu cliente tá certo. Segundo, nem sempre o funcionário do fórum gosta do trabalho que faz. Terceiro, o juiz/promotor pode não seguir a mesma corrente de idéias que você. Quarto, pode ser sexta-feira e ninguém trabalha. Quinto, você mesmo pode ser um advogado ruim. Sexto, a outra parte vai recorrer até não ter mais aonde. E muitas vezes seu cliente não tem tanto tempo pra esperar tudo isso funcionar.
Foi isso que me enlouqueceu. Ver gente tendo direito ao benefício e o INSS negando e recorrendo até perder em todos as instâncias, só pra atrasar a entrega. É ver pais mais preocupados em brigar entre si do que em cuidar dos filhos. 
Além disso, eu trabalhava apenas com assistência judiciária, o que significa que eu só recebia quando o processo acabava, o fórum expedia a certidão mandando o Estado me pagar, eu entregava a certidão e esperava de dois meses a um ano pra receber um valor bem abaixo da tabela da OAB.
Ótimo, eu estudo, passo num concurso e tenho emprego garantido e bom salário até morrer. Mas eu quero mesmo fazer parte disso?  No momento não, obrigada.
Ainda acho bonito e fico emocionada quando as coisas funcionam, mas isso é tão raro que eu ando sem paciência de esperar. 

The First Course at an American University

Olá meninas!

Hoje, um pouco mais animada do que ontem, vim postar sobre algo realmente útil, algo que pode ajudá-las com o inglês. 
Há algum tempo atrás eu encontrei no Au Pair-Room uma dica muito boa: o Cursera (http://www.aupair-room.com/2012/04/cousera.html) . É um site que te oferece cursos online de universidades de várias partes do mundo, em várias línguas diferentes, mas a maioria deles em inglês(alguns com legenda, ainda que em inglês mesmo).
Entrei lá e me cadastrei num curso da Universidade de Stanford.


É um curso sobre Nutrição e Culinária infantil, que foca na questão da obesidade americana. A mulher dá dados e passa dicas de como cozinhar de uma maneira saudável e atrativa para as crianças. 
Escolhi isso porque acho que tem tudo a ver com ser au pair e porque honestamente foi um dos que mais me interessou. O curso começou essa semana, não sei se você ainda podem entrar, mas eu super recomendo. Desculpa não ter postado isso antes, é que realmente só pensei nisso agora.
Este curso que estou fazendo é dado por meio de vídeos curtos, questionários e você tem que cozinhar algo e postar fotos. Depois conto aqui o que farei essa semana,ainda tô elaborando, porque é basicamente uma mistura de vegetais. 
Mas pelo que eu entendi é mais ou menos assim que funciona: vídeos curtos, questionários e algum trabalho para você enviar no prazo. 
Tem outros cursos que vocês podem fazer, de outras universidades. Eu me inscrevi em um de Psicologia, da Universidade de Londres, porque é uma área que eu tenho muito interesse.
Se o curso que você escolheu for demorar pra começar é só você entrar pra ele clicando no "join" e esperar que eles te informam no email quando estiver perto de começar...
Aparentemente, não vale como os créditos que precisamos para completar o programa. Mas vale para praticar o inglês, né?

Então divirtam-se por lá e depois me contem se acharam algo interessante!

Bjo!

The First Time I Was Ignored

It's official! I was ignored!

A terceira família entrou no meu perfil dia 01/05. Não tinha quase nenhuma informação a respeito deles, o perfil da família estava pouco preenchido. Depois da experiência com a segunda família, eu estava pronta pra pedir pra tirarem do meu perfil família que enrolasse demais pra entrar em contato.
Acontece que as poucas informações que tinham no perfil eram interessantes: duas kids, moram perto de Washington, não trabalha nos fds. E conforme eles foram preenchendo o perfil, mais interessante ficava: 35h semanais, carro no tempo off...
E eu esperando, esperando, esperando. Comi não sei quantos chocolates, chupei não sei quantos pirulitos de morango, malhei igual uma recém-solteira, tudo para tentar controlar a ansiedade.
E enquanto eu esperava, eu não podia me controlar e ia pesquisando o que tinha pra fazer lá, aonde eu podia estudar, pra onde poderia viajar. Assim, só faltou marcar um chá com o Obama e a Michelle! Aliás, pelo mistério e pela demora eu tava achando que era o próprio Obama me contratando pra cuidar das primeiras filhas!
Cinco dias esperando e nada. De bobeira, tava olhando as au pairs disponíveis e...opa! Essa aí sou eu! Não fazia nem 10 minutos que eu tinha olhado a minha página, então eles tinham acabado de deixar meu app.
Quase uma segurando meu perfil e sai sem dizer uma palavra? PODE ISSO, PRODUÇÃO?
Estou revoltada! Que falta de consideração, que falta de respeito, que deselegante!



Liguei na Cultural Care e me disseram que o motivo dele foi que se interessaram por outra garota. COMO ASSIM??? Eles nem falaram comigo! Estou me sentindo muito mulher traída rs
E agora estou naquele momento achando que nunca jamais nenhuma família vai me escolher, e que eu só vou viajar em agosto...a gosto de Deus! rs
Estou fazendo piada, mas estou realmente desanimada. Eu sei que é normal, que acontece com todas, mas não consigo evitar a decepção. 
Espero que outra família apareça logo! Estou tentando postar o vídeo agora, quem sabe ajuda né?

Quero agradecer as meninas que estão sempre aqui e mandam um comentário animador: Eduarda Gatelli (http://onemoresweetdream.blogspot.com.br/), Mariana Mello (http://marianaaupair2013.blogspot.com.br/) e Camila Urtado (http://camilaurtado.blogspot.com.br/). 

E se tiver mais alguém lendo agradeço também rs
Até mais tarde ;)

The First Jew Host Family

Voltei, como prometido. Já como chocolate, já estudei inglês, já comi chocolate, já chupei pirulito, já fui na academia e já comi chocolate. Nem email com mensagem no power point a família que está no meu perfil mandou. Então, sim, estou ansiosa!!! Por isso, vamos postar mais rs (enquanto como uma torta! #AnsiedadeEngorda)


Vamos então comentar sobre a segunda família que passou pelo meu perfil. A informação que mais me chamou atenção no perfil deles é que eles eram judeus, mas não do tipo que faz a dieta kosher. Achei super interessante, porque acho que realmente podia ser uma experiência rica e diferente. Eles eram de NY, o que pra mim não faz muita diferença, porque realmente não tenho preferência por lugar, desde que seja uma cidade legal, com boas opções de estudo. 
Então eu tava animadinha...Mas aí eu vi o schedule...
NENHUM problema em trabalhar 45 horas, é regra do programa. Mas era assim: só um fds livre por mês, algumas vezes teria que trabalhar no sábado e no domingo e na divisão do horário durante o dia dizia que ia ter que ajudar a arrumar de manhã, trocar, levar na escola, fazer almoço, buscar, dar jantar, colocar pra dormir. Ou queriam que a au pair trabalhasse o dia todo, ou ia ser um horário cheio de intervalos, o que dificulta muito pra gente se organizar, fazer cursos. Ah! A mãe ficava em casa...
Mas ainda assim eu não queria ser chata, queria pelo menos ter um skype com eles. Marcamos e eu praticamente fiz aniversário na frente do note, porque só faltou vela no tamanho do bolo que a mulher me deu. Ela disse que entraria em contato e eu fiquei esperando...um, dois, três dias...e nada! Foi quando ela me disse que não estava procurando mais au pair. Fiquei aliviada, admito. Demoraram um pouco pra largar meu perfil, mas largaram.

Dias depois eu encontro em um blog o relato de uma menina que também tinha falado com eles. Ela tinha feito skype e acabou descobrindo o nome da atual au pair, que é brasileira. Ela não teve dúvidas e procurou a menina pra conversar.
Gente, meu sexto sentido tava super certo! A menina dizia que não recomendava mãe que ficava em casa e que não recomendava a família. 

Enfim, trocar informação ajuda! Se você tiver que pensar que tá concorrendo, pensa que você tá concorrendo com argentinas, com austríacas com foto de modelo, com meninas da conchinchina...não fica com ódio nesse coraçãozinho e escondendo o jogo das suas compatriotas, não custa a gente se ajudar. Até porque dificilmente estaremos com a mesma família no perfil e o que eu espero de uma família pode não ser o mesmo que você espera.
Sem demagogia, estou torcendo pra todo mundo que está nessa comigo. Pra mim é tudo parceira de aventura! Quero mais é que todo mundo encontre uma família logo pra eu não ir sozinha rs Se isso vai ser antes ou depois de eu ter o match não importa, de nada vai vale viver essa experiência se não tiver com quem compartilhar. E quem melhor pra compartilhar do que uma outra menina na mesma situação?

UPDATE: A família saiu do meu perfil agora...=(

The First Host Family

Olá!

Tenho postado todos os dias porque já estou em uma fase avançada do processo, então já tenho algumas coisas pra falar. E como a ansiedade é praticamente um encosto na minha vida nos últimos dias, escrever é uma tentativa de exorcismo. Hoje acho que vou postar várias vezes, porque a coisa está tensaaa rs 
Eu submeti meu perfil dai 18/04/2013, no dia seguinte já estava online e no dia 22/04 eu recebi a senha, que é quando nós estamos oficialmente onlines, quando já podemos nos encontrar no site da cultural care e, consequentemente, as famílias também podem nos encontrar.
Quando eu vi aquilo eu fiquei um tanto quanto assustada, porque eu achei que fosse demorar bem mais. E fiquei ainda mais assustada quando no dia 23 de manhã já tinha um email deles.
Para a surpresa geral da nação, eles eram BRASILEIROS. Nascidos e criados na pátria amada Brasil! Os pais se conheceram lá, se casaram e não pretendem voltar. Família linda! São descendentes de asiáticos, então as meninas são bem chinesinhas. CONFISSÃO: Eu PIRO com criança asiática! Acho as coisinhas mais fofas do mundo!
Alguém discorda?
Seriam duas meninas pra eu cuidar, uma de 2 anos e uma baby de 4 meses. Aí que pirei mais um pouco, porque eu adoro a idade dos 2 anos (muito aprendizado, descoberta, curiosidade...) e babys são babys né? Impossível resistir! A filha mais velha deles não seria responsabilidade da au pair, mas ela também é lindinha e, pelo que vi no skype, muito esperta e desenvolta. 
Eles eram de uma cidade pequena perto de Boston, com acesso a tudo, trem, carro disponível e fds off. Eram perfeitos.
Marcamos o skype e falamos em português (os email eram em inglês). Talvez por ter sido em português eu fiquei mais relaxada e a conversa acabou sendo bem informal. Acho que foi aí que eu errei. Fiz perguntas das meninas, da rotina, mas basicamente foi a mãe que mais falou sobre elas, sobre a vida deles.
Dias depois eles falaram com outra menina e fecharam com ela. Fiquei triste, mas entendi quando a mãe disse que eles tinham sentido uma conexão forte com a outra garota. Eu acredito que a descisão do match tem muito a ver com sentimento e coração também. Dei azar! =/
O que eu aprendi é levar a coisa mais a sério. Como estávamos trocando vários emails e ela estava sendo super atenciosa comigo, me explicando tudo, falando sobre escolas, eu acho que pensei que estava com grande chances e o skype acabou sendo mais uma conversa de amigas do que uma entrevista.
Lição aprendida, eles largaram meu perfil e um dia depois entraram os meus primeiros judeus, que eu conto daqui a pouco!
Bjos

The First "You have a match"...

...é uma ilusão! A primeira vez que recebi eu quase pirei! "Como assim eu tenho um match se eu nem falei com família nenhuma? Jesus, tô lascada, são terroristas que boicotaram o sistema!".


Não, calma! Esse é o email troll que a Cultural Care te manda quando uma família está com o seu perfil como opção principal. Eles podem ainda ter outros dois app em mãos, como "au pairs secundárias", se você for a secundário o email enviado é "Cultural Care Host Family Match".
A primeira família que pegou meu app me colocou como au pair nas duas situações, então eu já recebi os dois emails e já fui pesquisar o que significava cada um deles.
Quando você é a au pair principal a família pode ficar com seu perfil por até 15 dias sem fazer NENHUM contato (o que nós todas concordamos que é mancada, maaaas...).

Quando você é uma das "opções secundárias" eles podem ficar com seu perfil por 48h. Depois desse período a Cultural Care te deixa livre de novo, devendo a família pegar ser perfil de novo ou não.
Durante o processo nada te impede de pedir que tirem uma família do seu perfil,mas lembre-se de ter um bom motivo para isso, para não ficar taxada.
Não diga "Ai, eu o-di-e-iii a cidade, você são feios e eu acho que feiura pega, além do que eu te achei gorda". Diga "Acho que não é o match perfeito, eu não me sentiria confortável em cuidar de tantas crianças dessa idade". Enfim, use o bom senso. 
Aliás, quando você tem uma família no seu app, na parte dos seus contatos aparece a conselheira (LCC) que atua na região daquela família. Controle-se e não pressione a mulher, tipo "E aí gata? a família tá me enrolando ou vocês são de uma região de gente lerda? ". Só faça contato com a LCC quando já tiver match ou quando o match estiver realmente próximo! Dar a impressão errada pra ela pode arruinar suas chances com uma família! 

Hoje é o 4 dia que uma família bem bacana está com meu perfil sem mandar sinal de vida. Estou quase fazendo um DDI pro 911 e pedindo pra checarem se está tudo bem, se a internet está com sinal lá, se ainda tem criança morando lá...ou mandar a NASA ver se eles não foram abduzidos. A doida aqui já até vasculhou a lixeira pra ver se não tinha excluído acidentalmente o email da família. Vai saber né?

Na minha situação atual (esperando, esperando, esperando, esPIRANDO!) eu não sei dizer o que é pior: o email ilusão da Cultural Care; OU email do Peixe Urbano, Grupon, Horóscopo, OAB, Elo7 e afins, que fazem meu coração pular quando eu vejo que tem email novo...

The First Passport: We Never Forget.

Olá!

Tudo bem por aí? Gostando do blog?
Hoje o post é sobre o passaporte, aquele documento que pode mudar a sua vida, como vou explicar a seguir.
A primeira vez que pensei em ser au pair eu já fui tirar o passaporte, todo animadona.
Não é difícil, mas, de acordo com a quantidade de serviço da polícia federal, pode ser demorado. Então não deixe pra fazer isso por último.
No site da receita tem todas as instruções, é bem simples: http://www.dpf.gov.br/simba/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte

Você basicamente preenche umas várias páginas de informações suas que você nem sabia que existiam em algum lugar do mundo, é emitida uma guia que você deve pagar no prazo e agenda o dia de atendimento (é aqui que a coisa pode demorar).

O meu eu fui tirar em São Paulo, numa base da receita que fica no Shopping Light. Fiz lá porque era fácil chegar (próxima a estação Sé do metrô) e porque tinha uma data não muito longe. DICA: se você tem acesso a mais de um posto de atendimento, confira qual tem a data mais próxima.

Um dia antes do meu agendamento meu pai xilicou e não queria que eu fosse. Brigamos, eu chorei, chorei mais, chorei ainda mais e não dormi. Fiquei na dúvida se ia, se não ia, se chorava mais, se chorava enquanto ia...
Resultado: decidi ir. Mas não tinha me preparado como devia. Mas precisa se preparar pra tirar passaporte. Amiga leitora, PRECISA. Por que? Porque a foto que vai ficar no passaporte você vai tirar lá na polícia federal.
E amiga, uma foto bonita não é frescura...é a diferença de olharem pro seu passaporte e pensarem "Nossa q phyna e ryca! Veio turistar" ou "Mais uma Cristina Guadalupe querendo ficar ilegal no meu país".

Passei uma make básica de base, corretivo,pó, blush e rímel, mas no meu caso, depois de chorar a noite toda e viajar 5h, qual você acha que é o meu caso?

Então amiga, durma bem, arruma o cabelo, leva uma make BÁSICA e sorria pra riqueza!

Um beijo da sua amiga Cristina Guadalupe!

ps: ainda tô pensando se coloco a minha foto do passaporte aqui, está realmente muito ruim rs

The First Step: Be Able.

Oi meninas!

Eu diria que o primeiro passo é mais uma meia maratona, mas ok, vamos lá que é rápido o assunto.
"Be able" significa ser apta ao programa, ou seja, preencher os requisitos. A cultural care informa quais são:

1. Ter entre 18 e 26 anos (a inscrição tem que ser feita antes de você completar 26 anos);
2. Ser solteira e não ter filhos; 
3. Gostar muito de crianças e ter pelo menos 200 horas de experiência de trabalho com elas, comprovadas por referências. Experiências familiares somente não valem, mas podem ser acrescentadas como extra;
4. Ter inglês intermediário na conversação;
5. Ter o 2° grau completo; 
6. Ter carteira de motorista e saber dirigir;
7. Não ter antecedentes criminais;
8. Ter a aprovação de um médico para participar;
9. Não ser fumante;
10. Ter um passaporte válido.

Eu sou velha; solteira sim, sozinha nunca; realmente gosto de crianças e já tinha experiência com elas (só dei um up); tenho um inglês que me garantiu no teste; dirijo até na capitar; sou advogada sem antecedentes criminais; sou limpinha e saudável; não fumo; e tenho um passaporte válido, ainda que a foto esteja péssima(a história vale um post, mais pra frente).

Com exceção dos antecedentes criminais e dos filhos, que se você tem já era, o resto com tempo se resolve. Algumas coisas mais rapidamente, outras menos.
Quanto a idade, as agências recomendam você não esperar até os 26, porque nessa idade fica mais difícil encontrar uma família. 

Dirigir é importante. Famílias com crianças em idade escolar costumam precisar muito que a au pair dirija. Então se você morre de medo de dirigir treine muito, porque não adianta falar que é a encarnação do Ayrton Senna e chegar lá e não dar conta nem de entrar na garagem.
E também nada de ser o Schumacher ultrapassando todo mundo, que família nenhuma quer colocar seu filhos no carro de uma doida. Alguém aí já viu o episódio do Pateta sobre o Sr. Wheller? Não viu? Ah então vale terminar o post assim...

Beijomeligaecomenta!


The First Fear: English Test!

Oi!


Meu primeiro medo no processo de au pair foi o teste de inglês. Senti mais medo do que do meu pai, porque ele eu sei que com o tempo a cabeça dele abre um pouco e ele entende meu ponto de vista. Mas o tempo não faria o aplicador do teste entender meu ponto de vista, pra isso eu ia precisar falar inglês mesmo.

Eu decidi estudar durante um tempo antes de tentar o teste, porque não é porque é de graça que eu tenho que querer ir lá fazer o teste trocentas vezes pra aproveitar né?

Estudei, estudei, estudei...e ainda tava apavorada. Achei na internet uma lista com as possíveis perguntas e guiei meu estudo por elas. Não aconselho a fazer isso. 
Se você sabe inglês, consegue formular frases ainda que com alguns erros e seu problema é o nervoso, tudo bem. Mas se você não sabe, não adianta decorar as respostas, passar no teste e não conseguir falar com as famílias depois.
No meu caso, eu entendia muito bem, falar é que me dava nervoso. Então estudei mais para me sentir segura mesmo.

Chegando lá a entrevista não era com a Fernanda. Era com um mocinho x que eu não conhecia...E ele era uma graça! Casado, com filho, então juro que estou falando com todo respeito, ok? Ele era super simpático, reparou que eu estava nervosa e deu tudo certo.
Foram as perguntas básicas sobre crianças, o que gosto de fazer, meu filme preferido e porque (O Rei Leão)...
Ele faz 3 perguntas por nível. Você vai respondendo e ele vai te passando de nível. Começa no 4 e vai até o 7. 
Se alguém quiser eu coloco as perguntas aqui, é só pedir!

No final, preparar as respostas não me ajudou em nada, porque eu simplesmente não lembrava o que tinha planejado e tive que me virar. Acho que só me deixou mais nervosa, por não lembrar das repostas!

Não me preocupei em passar num nível super elevado, porque isso ia implicar que as famílias fosse mais exigentes comigo. Melhor ter um nível mais baixo e impressionar, do que ter um nível alto fake e decepcionar depois.

Deu medo, diria até que doeu, mas faz parte e, principalmente, PASSOU! Sem ele eu não teria ido pra frente, então encarem o teste que ainda vem muita coisa pela frente.


The First Agency (and the only one)

Oi!

Como eu já estou na fase de "ser encontrada pelas famílias", eu não iria escrever muito sobre o meu processo. Mas como um dia este site pode vir a ser lido por alguma aspirante a au pair, vai que ajuda né? rs Se não fizer bem, mal também não vai fazer, so let's do it!

Eu pesquisei muito sobre o que é ser au pair e estando mais do que convicta de que eu topava o desafio, chegou a hora de começar a procurar as agências. Na verdade, pesquisei sobre as agências muito em blogs de au pairs (joga no google e se diverte, minha filha) elá encontrei muita informação útil.

PRIMEIRO: TODA agência tem uma linda história com uma au pair...e uma trágica. É assim, é normal. Mas não acho justo culpar a agência quando as coisas saem erradas. É um conjunto de fatores: a agência, a família, a LCC da região pra onde você vai, e, é claro, a própria au pair! Então, antes do match, nada de ir passando com a carroça na frente dos bois. Converse com a família muuuuito, faça contato com a LCC da região, descubra tudo o que o Google permitir sobre a região...e reze, porque tem coisa que só Deus pra resolver mesmo rs 

In English:Don’t put the cart before the horse! 

Além disso, fiz contato por email e chats com outras agências também. Depois de muito analisar, refletir e ponderar eu optei pela....
Primeiro, sem hipocrisia, é a que sairia mais barato. Como meu pai não tá jogando aviãozinho de papel a la Sílvio Santos e eu preciso me esforçar pra pagar o processo(um dia explico como advogar não dá dinheiro nada rs), mais fácil juntar x do que x + 1000 + o dinheiro do táxi e a gorjeta do garçom né?
Segundo, eu gosto da idéia de que a agência aqui é a mesma de lá. Não sei, acho que fica menos "ele disse, ela disse, falou pra te dizer", EU me sinto mais segura. 

Novamente, as coisas podem dar errado. Mas se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que em qualquer lugar elas podem dar errado, certo? Então, como diria um amigo meu "Espere pelo pior, torça pelo melhor e aceite o que vier"  rs 

Na metrópole-megalópole-polo-de-desenvolvimento-industrial que moro (Mococa-SP) não tem nenhuma agência. Então, a agência representante da Cultural Care é em Ribeirão Preto, a Aloha Viagens. Quem cuida do programa é a Fernanda e ela é ótima. Ela é super simpática, atenciosa e não fica te pressionando a nada. Acho isso ESSENCIAL e é o que eu mais gosto nela. Porque quem vai viajar é você e não é por uma semana, você vai morar em outro país por um ano, então FAÇA AS COISAS NO SEU TEMPO.

Então, resumindo o capítulo da novela de hoje: eu vou pela cultural care, minha primeira e única agência consultada. 

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