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The First PPD Test

Olá pessoas!

Antes de mais nada, eu preciso agradecer os comentários lindos nos últimos dois posts. Eu tentei responder pelo gmail, algumas pessoas receberam, outras não, então vou agradecer aqui: Paula, Amanda, Joane, Duda, Realidade Auperiana e Mari Mello, muito obrigada pela torcida, pelo apoio, pelo carinho e por serem tão compreensivas.  Foi realmente difícil guardar segredo de vocês, mas todas entenderam meus motivos. Vocês são lindaaaas!
Outra coisa é que com todos esses comentários eu fiquei realmente incomodada por não conseguir responder aos comentários no blog, estava me sentindo muto sem educação, já que pelo gmail algumas de vocês não recebiam Eu já tinha tentado uma vez adicionar o "Responder" e não tinha dado certo. Aí quando a Duda deixou aquele comment-post eu me senti na obrigação de arrumar isso! Procurei na net, achei vários tutoriais diferentes e fui testando até dar certo. Então agora o blog tem o "Responder"!!! ÊêêêÊê! 

Mas vamos ao assunto do post: PPD. Bom, eu sei que tem mil blogs contando sobre isso, mas quero deixar o blog o mais completo possível e também passar as minhas impressões pra vocês.
O PPD é o teste pra ver se aquela nossa tosse de cachorro magro não é tuberculose. É requisito do programa a gente fazer esse teste, mas eles só pedem depois do match. 

Eu achava que como a gente toma vacina pra tuberculose que o resultado sempre daria um "pequeno" positivo, já que a vacina é uma dose mais leve ou inativa da doença, pro corpo aprender a se defender. Engano meu, a enfermeira disse que alguns dão totalmente negativo.
Eu achava que quem toma a vacina tá imunizado para sempre, então não fazia sentido me testar. PÉÉÉÉÉÉ. Errado de novo. Se a gente tiver com a imunidade baixa pode sim ter tuberculose.
Muita gente acha que tuberculose é coisa do passado e ninguém morre mais disso. Isso eu sempre soube que é mentira. Tenho duas primas enfermeiras, que trabalharam em postos de saúde de regiões bem pobres de Florianópolis, que sempre falaram que Tuberculose mata sim muita gente. Moradores de rua, pessoas quem tem HIV...ou seja, a tuberculose no Brasil hoje está bastante ligada a classe social. 

Eu fiz o PPD no posto de saúde da minha cidade, sem requerimento de médico, só expliquei que ia viajar e que ia precisar do exame. 
É muito simples, eles injetam o PPD no nosso braço e fica uma bolinha como se fosse uma picada de pernilongo, que vai sumindo. Se virar um caroço grande é porque você tem tuberculose. Pode ser que coce um pouco, mas o meu não coçou não.

Quem foi me levar foi o meu primo Toni, que ficou me aterrorizando dizendo que ia doer. Na hora da enfermeira aplicar o negócio, a cara de sádico dele foi a melhor: 

A enfermeira pedindo licença pra abrir a geladeira e pegar o teste e ele lá com aquela cara, só esperando eu dar vexame. rs

Doer não dói, mas arde um pouco no final. Três dias depois a gente tem que voltar lá pra enfermeira medir (com uma régua mesmo) o tamanho da reação. O meu deu 0,5 mm, resultado negativo!

No dia eu tinha esquecido minha carteira de vacinação, daí a enfermeira me mandou levar no dia da leitura, porque eles colam nela um adesivo referente ao teste, como se fosse uma vacina.
A enfermeira aproveitou pra ver se minhas vacinas estavam em dia, porque a gente precisa de algumas vacinas pra entrar nos EUA. Ela me falou da de febre amarela e da tríplice. Cheguei em casa e vi que a tríplice estava ok, mas febre amarela tinha só uma e deviam ter duas, já que a gente tem que tomar a cada dez anos e eu tenho 25. Então no dia seguinte a aplicação do teste eu voltei ao posto e tomei a vacina de febre amarela. 

A minha médica assinou no formulário médico que o resultado foi negativo e eu anexei o resultado junto. Entreguei tudo no dia em que eu peguei o kit visto. 

Quanto aos preparativos, estou começando a me organizar, pensando no que eu preciso fazer, o que preciso comprar. Vou fazer uma lista hoje acho, com tudo tudo. 
Vou começar a me despedir das pessoas também. Eu penso que está cedo, que eu queria me despedir bem na hora de ir. Mas é TANTA gente, que se eu deixar pra última semana não vai dar tempo. Algumas pessoas moram longe, vou ter que viajar, então melhor já começar a me programar. 
No casamento do meu primo dia 20 eu verei grande parte da família, mas eu quero passar alguns dias com algumas pessoas também.

O face ainda não saiu! Confesso que estou enrolando rs eu tenho aversão ao face, as pessoas olhando minha vida, xeretando aonde estou e fazendo o que. Eu sei que dá pra bloquear, mas me incomoda até a pessoa ver só minha foto rs Mas eu sei que é uma necessidade agora que vou viajar. Assim que eu fizer eu aviso.

Continuem comentando, sintam-se livres pra perguntar qualquer coisa e até o próximo post!

Bjos

Gente, como a questão da vacina pode ser a dúvida de muitas, achei esse site que explica o porque é importante estar com as vacinas em dia! 

The First Volunteer Experience

Olá meninas!

Não desistam de mim! Como vocês sabem (ou saberão) esses dias em que a gente fica online são caóticos. Quando não tem família no perfil a gente só sabe atualizar o site; quando tem família no perfil a gente só se dedica a falar com ela. Como eu disse, tem uma família com quem estou conversando bastante e essa semana tivemos problemas, então fui completamente consumida por isso. (Não falo no blog sobre nenhuma família com quem eu ainda estou em contato, então por enquanto ainda não posso falar nada sobre eles)
Vou ver se deixo uns post prontos, assim não corro o risco de ficar tantos dias sem postar. 

Mas vamos ao post de hoje! 
Para se inscrever no programa au pair são necessárias no mínimo 200 horas comprovadas cuidando de crianças, que não podem ser suas parentes.

Eu sempre gostei de criança, então não sei dizer exatamente qual foi minha primeira experiência.
Como referências eu entreguei uma com as minhas vizinhas e uma em uma escola.

Decidi fazer trabalho voluntário em uma escola porque eu queria ver como funcionava trabalhar com crianças que eu não conhecia, se eu me sairia tão bem quanto geralmente me saio com crianças que eu conheço (parentes, vizinhos).

Comecei em outubro do ano passado, em uma escola municipal com crianças de 4 meses a 4 anos. Cada dia eu ficava em uma sala, dessa forma eu conheceria idades diferentes e as necessidades de cada uma delas.
A escola tem uma coordenadora completamente apaixonada pelo trabalho que faz. Tudo na escola tem uma explicação para acontecer daquela forma, um ensinamento por trás. Lá as crianças não usam nada de plástico, já que na casa dela é tudo de vidro. Lá elas seguem uma rotina, porque criança precisa de rotina pra se sentir segura.
No começo eu ficava 8 horas por dia. Depois passei a ficar só nas manhãs e no último mês só no período da tarde. Não vou mentir: É CANSATIVO! No começo eu deitava na cama pra dormir e escutava a voz das crianças. Mas nos dias em que eu não ia eu sentia muuuita falta. No último dia do ano eu chorava falando tchau para as crianças. Maior vexame! rs

Foi lá que eu descobri que a fase dos 2 anos é a minha preferida. Acho que eles são puramente engraçados, são curiosos, aprendem rápido, são encantadores. Dão trabalho, fazem arte, são teimosos. Mas EU GOSTO! 

Esse ano quando fui pegar a referência a diretora e a coordenadora perguntaram "quando você volta?". As horas não contam mais, porque tenho preguiça de atualizar, entreguei mais de 1000 pra CC, e não tive problema em aparecer famílias, então achei desnecessário. 
Sou voluntária MESMO. E vou todo dia de manhã, pra uma sala com 18 crianças (16 usavam fralda, hoje são 14 e estamos progredindo), troco, limpo, ajudo com a comida, arrumo o cabelo, converso, canto, explico, ensino...E APRENDO! Muito! E choro só de pensar no dia que vou falar tchau pra todos eles.

Quando eu era pequena eu tive muita babá, meus pais trabalhavam demais. Então eu sei como é ficar com alguém que não tem a menor aptidão pra isso. Uma vez minha irmã, com 4 anos, estava fazendo birra e a babá deu um tapa nas costas dela que ficou marcado. Meus pais não batiam na gente, achei um absurdo aquela fulana fazer isso. Nesse dia esperei minha mãe no portão. A menina ia embora assim que minha mãe voltava, então contei pra ela. No outro dia ela foi mandada embora.

Ser au pair é um exercício de humildade, então se você não gosta, NÃO VÁ! Vai nadando pelo México, mas não prejudica a vida de alguém que muitas vezes não sabe se defender. 

Se alguém quiser um conselho, aí vai: se coloque a prove com diferentes idades. Assim você descobre a idade com a qual mais se identifica e a chance de dar certo é maior! =)

The First Step: Be Able.

Oi meninas!

Eu diria que o primeiro passo é mais uma meia maratona, mas ok, vamos lá que é rápido o assunto.
"Be able" significa ser apta ao programa, ou seja, preencher os requisitos. A cultural care informa quais são:

1. Ter entre 18 e 26 anos (a inscrição tem que ser feita antes de você completar 26 anos);
2. Ser solteira e não ter filhos; 
3. Gostar muito de crianças e ter pelo menos 200 horas de experiência de trabalho com elas, comprovadas por referências. Experiências familiares somente não valem, mas podem ser acrescentadas como extra;
4. Ter inglês intermediário na conversação;
5. Ter o 2° grau completo; 
6. Ter carteira de motorista e saber dirigir;
7. Não ter antecedentes criminais;
8. Ter a aprovação de um médico para participar;
9. Não ser fumante;
10. Ter um passaporte válido.

Eu sou velha; solteira sim, sozinha nunca; realmente gosto de crianças e já tinha experiência com elas (só dei um up); tenho um inglês que me garantiu no teste; dirijo até na capitar; sou advogada sem antecedentes criminais; sou limpinha e saudável; não fumo; e tenho um passaporte válido, ainda que a foto esteja péssima(a história vale um post, mais pra frente).

Com exceção dos antecedentes criminais e dos filhos, que se você tem já era, o resto com tempo se resolve. Algumas coisas mais rapidamente, outras menos.
Quanto a idade, as agências recomendam você não esperar até os 26, porque nessa idade fica mais difícil encontrar uma família. 

Dirigir é importante. Famílias com crianças em idade escolar costumam precisar muito que a au pair dirija. Então se você morre de medo de dirigir treine muito, porque não adianta falar que é a encarnação do Ayrton Senna e chegar lá e não dar conta nem de entrar na garagem.
E também nada de ser o Schumacher ultrapassando todo mundo, que família nenhuma quer colocar seu filhos no carro de uma doida. Alguém aí já viu o episódio do Pateta sobre o Sr. Wheller? Não viu? Ah então vale terminar o post assim...

Beijomeligaecomenta!


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