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The First Step: Be Able.

Oi meninas!

Eu diria que o primeiro passo é mais uma meia maratona, mas ok, vamos lá que é rápido o assunto.
"Be able" significa ser apta ao programa, ou seja, preencher os requisitos. A cultural care informa quais são:

1. Ter entre 18 e 26 anos (a inscrição tem que ser feita antes de você completar 26 anos);
2. Ser solteira e não ter filhos; 
3. Gostar muito de crianças e ter pelo menos 200 horas de experiência de trabalho com elas, comprovadas por referências. Experiências familiares somente não valem, mas podem ser acrescentadas como extra;
4. Ter inglês intermediário na conversação;
5. Ter o 2° grau completo; 
6. Ter carteira de motorista e saber dirigir;
7. Não ter antecedentes criminais;
8. Ter a aprovação de um médico para participar;
9. Não ser fumante;
10. Ter um passaporte válido.

Eu sou velha; solteira sim, sozinha nunca; realmente gosto de crianças e já tinha experiência com elas (só dei um up); tenho um inglês que me garantiu no teste; dirijo até na capitar; sou advogada sem antecedentes criminais; sou limpinha e saudável; não fumo; e tenho um passaporte válido, ainda que a foto esteja péssima(a história vale um post, mais pra frente).

Com exceção dos antecedentes criminais e dos filhos, que se você tem já era, o resto com tempo se resolve. Algumas coisas mais rapidamente, outras menos.
Quanto a idade, as agências recomendam você não esperar até os 26, porque nessa idade fica mais difícil encontrar uma família. 

Dirigir é importante. Famílias com crianças em idade escolar costumam precisar muito que a au pair dirija. Então se você morre de medo de dirigir treine muito, porque não adianta falar que é a encarnação do Ayrton Senna e chegar lá e não dar conta nem de entrar na garagem.
E também nada de ser o Schumacher ultrapassando todo mundo, que família nenhuma quer colocar seu filhos no carro de uma doida. Alguém aí já viu o episódio do Pateta sobre o Sr. Wheller? Não viu? Ah então vale terminar o post assim...

Beijomeligaecomenta!


The First Fear: English Test!

Oi!


Meu primeiro medo no processo de au pair foi o teste de inglês. Senti mais medo do que do meu pai, porque ele eu sei que com o tempo a cabeça dele abre um pouco e ele entende meu ponto de vista. Mas o tempo não faria o aplicador do teste entender meu ponto de vista, pra isso eu ia precisar falar inglês mesmo.

Eu decidi estudar durante um tempo antes de tentar o teste, porque não é porque é de graça que eu tenho que querer ir lá fazer o teste trocentas vezes pra aproveitar né?

Estudei, estudei, estudei...e ainda tava apavorada. Achei na internet uma lista com as possíveis perguntas e guiei meu estudo por elas. Não aconselho a fazer isso. 
Se você sabe inglês, consegue formular frases ainda que com alguns erros e seu problema é o nervoso, tudo bem. Mas se você não sabe, não adianta decorar as respostas, passar no teste e não conseguir falar com as famílias depois.
No meu caso, eu entendia muito bem, falar é que me dava nervoso. Então estudei mais para me sentir segura mesmo.

Chegando lá a entrevista não era com a Fernanda. Era com um mocinho x que eu não conhecia...E ele era uma graça! Casado, com filho, então juro que estou falando com todo respeito, ok? Ele era super simpático, reparou que eu estava nervosa e deu tudo certo.
Foram as perguntas básicas sobre crianças, o que gosto de fazer, meu filme preferido e porque (O Rei Leão)...
Ele faz 3 perguntas por nível. Você vai respondendo e ele vai te passando de nível. Começa no 4 e vai até o 7. 
Se alguém quiser eu coloco as perguntas aqui, é só pedir!

No final, preparar as respostas não me ajudou em nada, porque eu simplesmente não lembrava o que tinha planejado e tive que me virar. Acho que só me deixou mais nervosa, por não lembrar das repostas!

Não me preocupei em passar num nível super elevado, porque isso ia implicar que as famílias fosse mais exigentes comigo. Melhor ter um nível mais baixo e impressionar, do que ter um nível alto fake e decepcionar depois.

Deu medo, diria até que doeu, mas faz parte e, principalmente, PASSOU! Sem ele eu não teria ido pra frente, então encarem o teste que ainda vem muita coisa pela frente.


The First Agency (and the only one)

Oi!

Como eu já estou na fase de "ser encontrada pelas famílias", eu não iria escrever muito sobre o meu processo. Mas como um dia este site pode vir a ser lido por alguma aspirante a au pair, vai que ajuda né? rs Se não fizer bem, mal também não vai fazer, so let's do it!

Eu pesquisei muito sobre o que é ser au pair e estando mais do que convicta de que eu topava o desafio, chegou a hora de começar a procurar as agências. Na verdade, pesquisei sobre as agências muito em blogs de au pairs (joga no google e se diverte, minha filha) elá encontrei muita informação útil.

PRIMEIRO: TODA agência tem uma linda história com uma au pair...e uma trágica. É assim, é normal. Mas não acho justo culpar a agência quando as coisas saem erradas. É um conjunto de fatores: a agência, a família, a LCC da região pra onde você vai, e, é claro, a própria au pair! Então, antes do match, nada de ir passando com a carroça na frente dos bois. Converse com a família muuuuito, faça contato com a LCC da região, descubra tudo o que o Google permitir sobre a região...e reze, porque tem coisa que só Deus pra resolver mesmo rs 

In English:Don’t put the cart before the horse! 

Além disso, fiz contato por email e chats com outras agências também. Depois de muito analisar, refletir e ponderar eu optei pela....
Primeiro, sem hipocrisia, é a que sairia mais barato. Como meu pai não tá jogando aviãozinho de papel a la Sílvio Santos e eu preciso me esforçar pra pagar o processo(um dia explico como advogar não dá dinheiro nada rs), mais fácil juntar x do que x + 1000 + o dinheiro do táxi e a gorjeta do garçom né?
Segundo, eu gosto da idéia de que a agência aqui é a mesma de lá. Não sei, acho que fica menos "ele disse, ela disse, falou pra te dizer", EU me sinto mais segura. 

Novamente, as coisas podem dar errado. Mas se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que em qualquer lugar elas podem dar errado, certo? Então, como diria um amigo meu "Espere pelo pior, torça pelo melhor e aceite o que vier"  rs 

Na metrópole-megalópole-polo-de-desenvolvimento-industrial que moro (Mococa-SP) não tem nenhuma agência. Então, a agência representante da Cultural Care é em Ribeirão Preto, a Aloha Viagens. Quem cuida do programa é a Fernanda e ela é ótima. Ela é super simpática, atenciosa e não fica te pressionando a nada. Acho isso ESSENCIAL e é o que eu mais gosto nela. Porque quem vai viajar é você e não é por uma semana, você vai morar em outro país por um ano, então FAÇA AS COISAS NO SEU TEMPO.

Então, resumindo o capítulo da novela de hoje: eu vou pela cultural care, minha primeira e única agência consultada. 

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